ÁGUIA – Consultoria Hoteleira Especializada

Dificuldades são para Profissionais

O QUE É ÉTICA? E SUA IMPORTÂNCIA..

Oswaldo Ogihara Abriu a discução.

O que é Ética? Sabe-se que é “bonito”, mas é MESMO importante, do ponto de vista da Empresa Brasileira, na relação B2B, ter um fornecedor Ético? Como mensurar esse ganho?

Aprendi com a minha professora na FIA/Arvoredo Beatriz Pinheiro que o líder-coach precisa ter congruência nas suas palavras e ações. Ele é o próprio instrumento da Liderança. Eu acho que as mesmas premissas devem ser aplicadas na empresa-líder: a ética.

Comentários gerais.

Meu Comentário:

Depois ética é de formação. Sei quanto custa o meu produto, sei quanto quero de lucro e faço meu preço, atendendo também a casos e casos, afinal se tiver que fazer uma venda ou prestar serviço que tenha quantidades ou tempos muito superiores, eu posso diminuir o meu lucro por Unidade ou Hora de trabalho, mas até nisso eu preciso ter ética.

Se eu recebo uma correspondência, preciso retornar, ainda que seja dizendo que recebi.

Se me fazem uma pergunta eu tenho que responder.
Se assino um contrato eu tenho que cumprir.(aqui cabe uma outra questão, a assinatura do contrato, vale tanto quanto o caráter de quem o assinou).
“O melhor contrato da minha vida levou 3 dias para elaborar. Uma vez terminado, o contratante me disse: Concorda? E eu concordei. Ele me deu uma via e ficou com outra perguntei: O Senhor não vai assinar? Ele me disse, não, se vc não confia em mim, para que quer a minha assinatura? Este contrato foi cumprido na integra de parte a parte, sem nunca ter nada contestado” (ESTAVA BASEADO EM ÉTICA)

(Digo muitas vezes que não existe o direito, existem obrigações, e sempre que eu cumpro as minhas, estas geram obrigações de outrem, quando assim não é, entra o Direito para resolver um problema que foi criado por FALTA DE ÉTICA.

Ética são pequenos detalhes que nos permitem ser queridos e aceites numa sociedade seja ela qual for, e sociedade sem ética, não é sociedade é uma “baderna”.

23/02/2010 Posted by | Administração, Aguia | | Comentários desativados em O QUE É ÉTICA? E SUA IMPORTÂNCIA..

O Rio de Janeiro e São Paulo têm centros de convenções capacitados a recepcionar os grandes eventos que poderiam ser captados na esteira da Copa 2014 e da Olimpíada 2016?

Matéria da revista eventos e questão levantada por:SERGIO JUNQUEIRA DISCURSA NA SALA SÃO PAULO – 13/02/2010

10 anos.

“Confesso que quando comecei, não imaginava que chegaríamos tão longe, apesar de sonharmos com a grandeza e representatividade deste nosso setor de eventos e turismo.
Mais do que confortáveis com uma década de atividades do Prêmio Caio, elegendo o que de melhor há nos setores de marketing promocional, eventos e turismo no Brasil, estamos cada vez mais entusiasmados com as possibilidades de negócios que este mercado promove e desperta a cada ano.
Nesta décima edição, tivemos recorde de cases inscritos (193 contra 163 em 2008), jurados habilitados (308 contra 250 em 2008) e jurados que votaram (249 contra 225 em 2008) escolhendo os Melhores Destinos, Resorts, Hotéis, Centros de Convenções e Espaços para Eventos em todo o Brasil.
Sem desmerecer os premiados nas edições anteriores, a décima edição também registra o feito de conceder um Grand Prix ao presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman, e fazer uma homenagem especial ao secretário de Turismo de Natal, Soares Junior, ambos aqui presentes, em cujo nome homenageio todos os vencedores desta 10ª. Edição do Prêmio Caio e para os quais peço uma salva de palmas.
Entretanto, quem me conhece sabe que eu não ficaria aqui apenas jogando confetes em nossos premiados ou valorizando os profissionais do setor. É preciso que coloquemos o dedo em algumas feridas e eu faço isso agora, aproveitando a qualidade dessa platéia repleta de empresários, autoridades e executivos desta maravilhosa indústria que movimenta bilhões de dólares.
As vésperas de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016, cabe fazermos uma reflexão sobre as reais condições dos nossos espaços de eventos, enfim, de toda nossa infra-estrutura que se bem atendeu até agora a nossas exigências, deverá ser revista em se tratando dos eventos internacionais.
Será que temos Centros de Convenções compatíveis com as exigências internacionais, que atendam as dimensões, conforto e aparelhamento tecnológico exigidos pelos grandes eventos. Ou vamos deixar que esta infra-estrutura seja apresentada apenas em belíssimos vídeos que mostramos lá fora?
Prometer e não entregar pode acarretar uma série de prejuízos para o Rio de Janeiro e São Paulo.
Creio que deveremos formatar um eixo de propostas que dêem um norte mais profissional e competitivo ao desenvolvimento setorial nos próximos anos.
Afinal, o que justifica os altos investimentos necessários para a realização de mega eventos são seus legados. Considerando que a abertura da Copa aconteça em São Paulo e seu encerramento no Rio de Janeiro, que também sediará as Olimpíadas, abre-se uma fantástica janela de oportunidades para estas duas cidades.
Haja vista o que aconteceu em Barcelona e Sidney, possivelmente as cidades que melhor aproveitaram a realização das Olimpíadas em seu território, nos anos que antecederam o evento. Sem contar que nos seguintes foram palco de centenas de congressos internacionais, tendo levado ambas a assumirem papel predominante no cenário internacional, em posições relevantes que ocupam até hoje.
No entanto, no caso das cidades brasileiras, para que todo potencial seja devidamente aproveitado faz-se necessário um minucioso plano de ações.
Não é concebível que vivamos de expedientes como ocorreu no Mundial de Cardiologia (RJ), na UNCTAD (SP), por exemplo, para cuja realização o Rio Centro e o Anhembi foram adaptados de forma precária.
O mesmo deverá ocorrer para realização do Mundial do Rotary em 2015, em São Paulo.
Até quando vamos viver de expedientes e continuar perdendo a captação de grandes eventos? A realização dos Jogos Olímpicos deixou lições de destinos vitoriosos e de cidades que desperdiçaram a oportunidade, como Atlanta, nos EUA.
Em 2010 o Brasil terá que escolher o rumo de seu destino. Se desejarem se espelhar nos exemplos de Barcelona e Sidney, Rio de Janeiro e São Paulo precisam iniciar imediatamente a construção de mega centros de convenções, situados em local próximo dos principais atrativos culturais e gastronômicos, viabilizando a conquista de centenas de pequenos, médios e grandes eventos.
OK, estou talvez chovendo no molhado e dizendo coisas que muitos de vocês já sabem, mas o que estamos fazendo para mudar esta situação?
Nós, jornalistas, o que publicamos para provocar os empresários e autoridades do setor?
Dirigentes e Executivos, pelo que brigam todos os dias?
E nossas autoridades aqui presentes, estão olhando o setor como um todo, entendendo que quando falamos de infra-estrutura estamos também falando de um desenvolvimento modal que atenda as necessidades do território brasileiro?
Estudos recentes indicam que a Copa da África do Sul será sobremaneira mais danosa ao meio ambiente se comparada à da Alemanha. E se prevê que na de 2014, no Brasil, estes danos se multiplicarão.
O que é assaz inquietante num cenário de crescente preocupação internacional em minorar os efeitos danosos de ações que afetem o meio ambiente.
Os maiores prejuízos serão decorrentes das viagens de avião, meio de transporte inevitável em país localizado fora do hemisfério norte, origem da maioria dos participantes do evento e, mais ainda, necessário para deslocamento dos torcedores de norte ao sul e centro-oeste brasileiro.
Se nas viagens de grande distância, o uso dos aviões é inevitável, o transporte de torcedores no eixo Rio de Janeiro|São Paulo| Curitiba|Brasilia|Belo Horizonte, que representarão mais de 50% do fluxo de tráfego em 2014, pode e deveria ser realizado de trem, um dos meios de transporte que menos danos causam ao meio ambiente.
A construção de um modal ferroviário de alta velocidade interligando estas cinco capitais e mais cidades como Campinas, Goiânia, Juiz de Fora, Londrina, Maringá, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Uberlândia e Uberaba evitará que em 2014 o mundo assista a um caos aéreo de proporções inimagináveis.
Num momento em que se observa que alguns bilhões de dólares estarão sendo gastos na reforma, adaptação ou construção de arenas esportivas de aproveitamento duvidoso na pós-copa, o numerário que for despendido na construção do modal ferroviário interligando o eixo Sul/Sudeste/Centro-Oeste será o mais valioso legado da Copa 2014.
E eu já estou com os olhos lá em 2020, quando a Expo Mundial poderá ser no Brasil, encerrando uma década de mega eventos e abrindo as comemorações do Bicentenário da Independência.
Como todos sabem, são três os maiores eventos mundiais: as Olimpíadas, o Mundial de Futebol e a Expo Mundial. As duas primeiras, realizadas a cada quatro anos, já foram captadas pelo Brasil, cabendo agora que o país se esforce para captar o último elo da trinca, realizado a cada cinco anos.
Em 2010, realizada em Xangai e em 2015, em Milão, a Expo Mundial é uma feira de nações, que apresenta os avanços do conhecimento em temas econômicos, comerciais, políticos, culturais, sociais e tecnológicos. O objetivo é o aprofundamento das relações econômico-comerciais, intercâmbio cultural, promoção do desenvolvimento e troca de novas tecnologias.
Sob o tema Better city, better life (Cidade melhor, vida melhor), a Expo Xangai ocupará área superior a 5 km² disponibilizando áreas para construção de grandes pavilhões. O do Brasil, por exemplo, terá mais de 2 mil m² e sob o tema Cidades Pulsantes apresentará a diversidade humana e cultural dos municípios brasileiros, a economia do país e os principais avanços do Brasil na área da sustentabilidade, inclusão social e política.
O BIE – Bureau Internacional de Exposições, organizador da mostra, estima em mais de 70 milhões os visitantes da Feira, que tem duração de seis meses, estando previstos mais de três milhões de visitantes no Pavilhão do Brasil.
Em menos de seis meses, no mês de junho, em Xangai, estará sendo eleita a cidade onde se realizará a Expo Mundial de 2020. E o Brasil tem todas as condições de conquistar mais este evento. Só não o fará se não tiver competência na gestão do processo de captação. São Paulo já está trabalhando nesse sentido e tem todas as condições de ser a escolhida.
A Expo São Paulo poderá ser o marco inicial das comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil e do Centenário da Semana de Arte Moderna, acontecimentos que ocorrerão na capital paulista.
Tão importante quanto captar a Expo Mundial para São Paulo é que sua realização se dê no marco de um projeto de longo prazo, de forma que todos os investimentos realizados estejam integrados no projeto de desenvolvimento urbano, social e cultural da região metropolitana de São Paulo de médio e longo prazo.
Bem, acho que já me alonguei de mais, mas este assunto é apaixonante e não posso me furtar de aproveitar uma platéia deste gabarito para jogar luz sobre o nosso setor.
Hoje é uma noite para homenagear, confraternizar e comemorar, então, vamos seguir com a premiação.
Boa festa a todos.”
Matéri em discução no GRUPO EXECUTIVOS DO BRASIL

23/02/2010 Posted by | Administração, Administração Hoteleira, Aguia, Alertas, Custos, Logistica, Planejamento, Turismo, Utilidade pública | , , , , , , , , | 1 Comentário

Intervencionispo Despropositado e Tendencioso

Dinheiro da Redação

Distribuição de lucro ou de prejuízo?
Carlos José Marques, diretor editorial

Sacode os meios empresariais a nova proposta do governo de distribuição de lucros aos empregados. Pelo projeto, que está sendo elaborado em conjunto por vários ministérios antes de seguir à plenária do Congresso, cerca de 2% do lucro líquido das companhias seriam repassados aos funcionários de maneira automática. Outros 3% do lucro também seriam distribuídos conforme critérios definidos pelas empresas com os sindicatos, em negociações semestrais ou anuais. Estatais, micro e pequenas empresas ficariam de fora do compromisso. As informações sobre o projeto vazaram a contragosto das autoridades – que dizem estar ainda na fase preliminar dos estudos – e de imediato sofreram duras críticas de representantes patronais e dos trabalhadores. Classificada de eleitoreira e pouco crível, a proposta representaria na prática um aumento da carga tributária – já entre as mais altas do mundo -, com a folha de pagamentos assumindo um encargo social, em muitos casos, insuportável. A consequência por essa via seriam ajustes de salários e investimentos, com possível onda de demissões. Em outras palavras, ao invés de beneficiado, o trabalhador sairia penalizado.

Do ponto de vista meramente técnico, a distribuição de lucros é adotada tradicionalmente por muitos grupos, há anos, como instrumento de incentivo. É um estímulo para que funcionários de vários escalões e áreas de atividade atinjam metas, busquem o crescimento dos resultados da corporação. A partir do momento que essa ferramenta vira lei perde, na essência, seu maior atrativo, que é a motivação. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, classificou a ideia de intervencionista e inoportuna, “atendendo apenas ao calendário eleitoral”. Movimentos do governo na direção de um maior controle de setores da iniciativa privada vêm sendo verificados há algum tempo, inclusive com pendores estatizantes em muitas áreas de atividade. Mas a interferência na gestão de resultados das companhias pode se configurar numa prática ainda mais perigosa.

20/02/2010 Posted by | Administração | , , , , | 1 Comentário

Stress Os Executivos e CEOs. Revendo Atuação, enquanto é Tempo

Da isto é Dinheiro, reportagem original de: Carolina Matos, Nicholas Vital e Rodolfo Borges com o Título: Quando e como desacelerar

A crise de hipertensão do presidente Lula, que viveu seu maior susto em sete anos de governo, envia um alerta aos empresários: jamais ultrapassar os limites do corpo

O presidente Lula estava prestes a viver na semana passada um dos pontos altos de sua trajetória política. Diante de uma plateia de líderes mundiais, ele receberia em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico, o título de Estadista Global. Lula, obviamente, queria estar lá. Seu corpo, não. Refestelado na poltrona do avião que o levaria para a Europa, o presidente experimentou uma sensação estranha. Primeiro, sentiu um cansaço onipresente. Depois, uma leve tontura. Lula estava com a pressão alta. Ela chegara a 18 x 12, muito acima do seu normal, que raramente ultrapassa a marca de 11 x 8. O diagnóstico dos médicos assustou o presidente. A pressão alta era provavelmente resultado do mal que acomete pessoas que levam a vida num ritmo maior do que o desejável: o stress. Lula, que até então parecia imune aos efeitos nefastos de uma rotina atribulada, foi obrigado a descer do pedestal.Presidente fica doente, sim.

CLEDORVINO BELINI, Presidente da FIAT “Quando vi que podia morrer, mudei meu ritmo”

Presidente, a despeito do poder, do status e do dinheiro que desfruta, sofre as mesmas agruras que afligem a todos nós. O episódio, que obrigou um chefe de Estado a recolher-se ao aconchego do lar, acende o sinal amarelo para quem leva a vida sob pressão.
Por mais que a recompensa seja elevada, poucos profissionais estão tão expostos ao stress quanto executivos e empresários que têm nas costas a responsabilidade de levar suas companhias ao sucesso, o que só pode ser conquistado mediante a superação de rivais agressivos e a dedicação quase integral ao trabalho. “Nenhum aviso do corpo deve ser desprezado” , diz Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono do grupo Caoa Hyundai. No ano passado, Andrade passou por um susto. Uma pancreatite (inflamação do pâncreas) fez com que ficasse internado em estado grave durante vários dias. Como muitos de seus pares, Andrade orgulhava-se de trabalhar 12, 14 horas por dia. Às vezes, mais.

Mesmo sendo médico, a correria o impediu de prestar atenção aos primeiros sinais do corpo que avisavam que ele havia alcançado seu limite.
“Em todo ser humano, há um órgão que recebe a pressão e emite alertas”, diz o empresário. “No início de 2009, recebi um desses avisos e não dei importância. Tive uma polimialgia aguda, que causa fortes dores no corpo, e não tomei as providências adequadas. No fim do ano, veio o baque.” O presidente Lula recebeu um desses recados. Há pelo menos um mês, vinha sentindo um cansaço incomum, mas desprezou os sinais, assim como o dono do grupo Caoa-Hyundai. A temporada no hospital fez com que Andrade mudasse o estilo de vida. Há pelo menos quatro meses, ele dá expediente em casa. No caso de Lula, os médicos também disseram que o presidente precisa diminuir o ritmo.

As estatísticas revelam que muitos executivos brasileiros estão à beira de um ataque de nervos. Um estudo feito no ano passado pelo Isma Brasil (sigla em inglês), associação internacional para prevenção e tratamento do stress, trouxe números preocupantes sobre a qualidade de vida nos escritórios do País. Foram ouvidos mil executivos de Porto Alegre e São Paulo, com idade entre 25 e 60 anos. A pesquisa mostrou que 86% dos entrevistados sofriam de dores musculares ou de cabeça, 38% tinham distúrbios do sono e 13% apresentavam quadro de pressão alta. Mais grave ainda: para escapar da rotina asfixiante, 57% deles utilizavam álcool ou drogas.

Presidente do Isma, a psicóloga especializada em gerenciamento de stress Ana Maria Rossi diz que os profissionais de primeira linha gastam, em média, 13 horas do dia no ambiente de trabalho. No restante do tempo, não conseguem se desligar. “A maioria permanece conectada o tempo todo, mesmo em casa. Em busca de relaxamento, essas pessoas desenvolvem maus hábitos que agravam o quadro, como a utilização excessiva de medicamentos, o abuso de álcool e o fumo.”
Por mais irônico que possa parecer, o desenvolvimento tecnológico agravou o quadro de tensão dos executivos. Graças aos celulares inteligentes e à própria internet, para ficar apenas em alguns exemplos, muitos profissionais trabalham o tempo todo. Em casa, em vez de aproveitarem o convívio familiar, ficam grudados no computador.

AFONSO CELSO DE BARROS presidente da Avis “Somos cobrados o Tempo Todo é Muita Pressão”

No fim de semana, respondem a e-mails pelo celular. Eles simplesmente não conseguem se desconectar – e seu desempenho no escritório é calculado também pela disposição de ficarem à mercê das empresas. Quem não aceitar isso, provavelmente ficará fora do jogo, seja perdendo uma promoção ou o próprio emprego. O cenário corporativo atual também favorece o aparecimento do stress. Empresas globais obrigam os profissionais do topo a enfrentar rotinas extenuantes. Você dirige uma empresa no Brasil que tem escritório na China? Não são poucos os exemplos de teleconferências feitas nas madrugadas para atender ao fuso de uma matriz. Sua empresa foi adquirida por uma rival maior? Seu emprego está em risco. Você abriu o capital? A pressão dos acionistas por resultados talvez o deixará maluco. “Somos cobrados o tempo todo e se algum presidente de empresa disser o contrário é porque há alguma coisa errada”, diz Afonso Celso de Barros, presidente da locadora Avis. Em meio às exigências profissionais do dia a dia, Barros enfrentou um drama familiar que o obrigou a “sumir da empresa”.

 

Em 2008, ele tirou quatro meses de licença para acompanhar o tratamento da mulher, que teve um aneurisma. Nesse período, os problemas da companhia eram acompanhados por telefone. “Eu me considero ausente em relação à família. Fico com a consciência pesada por passar tanto tempo longe de casa. Trabalho muito, mas, nos fins de semana, procuro dedicar o tempo todo aos meus filhos.”
Seria ingênuo afirmar que os executivos desconhecem o preço do sucesso profissional. É aqui que se abre a questão: até que ponto as pessoas estão dispostas a abdicar de um contracheque maior em prol de uma vida mais saudável? Aos 40 anos de idade e com um histórico de acidente vascular cerebral aos 36, Flávio Bibiano Darly, dono de uma fabricante e revendedora de peças para veículos pesados, abriu mão do dinheiro.

O empresário, que ficou 15 dias internado, desistiu de administrar seis empresas de ônibus para ter mais tempo livre. “Eu trabalhava 20 horas por dia e dormia só uma hora por noite. Tinha folga apenas aos domingos, quando passava o dia na cama”, relembra. Agora, a proposta é outra: conquistar cada vez mais espaço na agenda para atividades prazerosas, como jogar tênis.
“Ganhava muito dinheiro, mas não tinha tempo de gastar nada”, diz o executivo. Presidente da Fiat no Brasil, Cledorvino Belini também mudou de vida depois de um susto. Há oito anos, quando comandava a Magnetti Marelli no País, teve um problema cardíaco causado pelo stress gerado pelo volume excessivo de trabalho. Depois disso, decidiu levar uma vida mais harmoniosa. “Hoje, tenho com a saúde o mesmo grau de exigência da vida executiva”, afirma. Belini também destaca a importância de se submeter a exames médicos regularmente. “Isso faz toda a diferença.”

Nesse aspecto, o presidente Lula falhou. Há algumas semanas, contrariando a recomendação da equipe médica que o atende, ele vem adiando a realização de um check-up – um erro grave para quem enfrenta uma rotina agitada. Entre segunda e quarta-feira da semana passada, o presidente visitou quatro Estados e, enquanto esteve em Brasília, cumpriu uma agenda extensa de reuniões e solenidades. Na terça-feira 26, depois de participar de audiências e assinar dois decretos, viajou para Porto Alegre, onde discursou no Fórum Social Mundial. Só voltou a Brasília às 2 horas da madrugada e teve o primeiro compromisso de trabalho às 9 horas da manhã.
Recebeu o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, no Palácio da Alvorada, e logo depois seguiu de helicóptero para uma solenidade no Park Way, bairro na periferia de Brasília. Quando está em Brasília, Lula cumpre jornadas de no mínimo 12 horas por dia, que frequentemente chegam a 15 horas. Tudo isso, segundo os médicos, culminou no quadro de stress. Horas antes de ser levado ao Hospital Português, no Recife, Lula discursou na inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento de Saúde). Em seu discurso, o presidente brincou. “A UPA é tão bem organizada que até dá vontade de ficar doente para ser atendido aqui.” Parecia que ele estava prevendo o que viria a acontecer, antes de ser internado num hospital particular.

19/02/2010 Posted by | 31677905, Administração, Aguia, Alertas, Planejamento, Rentabilidade, Stress | , , | 1 Comentário

Brasil vai investir mais para atrair turistas sul-americanos

Notíci do DCI Comércio e Industria de 18.02.2010

BRASÍLIA – O Brasil vai investir mais 25% a 30% todo ano, até a Copa do Mundo de 2014, para atrair mais turistas sul-americanos. Haverá reforço na promoção do País junto aos vizinhos com base na necessidade de reconhecer que o Brasil é um destino de longo alcance – localizado longe dos principais mercados mundiais (Europa e Estados Unidos) – sem condições de competir, por exemplo, com a França, a Espanha ou o México. A informação é do ministro do Turismo, Luiz Eduardo Barretto. “Que venham os latinos”, convidou ele, em entrevista exclusiva ao DCI.

“Hoje apenas um terço dos turistas que nos visitam são sul-americanos. Nós temos de ter um olhar especial sobre a América Latina. Vou te dar um número: 900 mil chilenos vão à Argentina e apenas 250 mil vêm ao Brasil”, contou. Na avaliação dele, o País está ficando cada vez mais preparado para receber mais turistas estrangeiros e atender o crescente mercado interno impulsionado por 20 milhões de brasileiros que ingressaram na classe média. Estão sendo construídos 266 hotéis, com R$ 11 bilhões de investimentos aportados nos próximos quatro anos.

Confira os principais trechos da entrevista:

Como está a negociação para acabar com a farra das emendas parlamentares destinadas ao patrocínio de shows e eventos, pelo Ministério do Turismo? Seriam R$ 660 milhões para 2010?

Para nossa surpresa, o que aconteceu na virada do ano, de 2009 para 2010, é que o volume de recursos de emendas parlamentares ao Orçamento para eventos e shows tinha saído de um patamar de cerca de R$ 200 milhões para R$ 660 milhões, embora eu tivesse feito duas portarias que restringiam a destinação de emendas. Estamos caminhando bem para que uma parte significativa desses R$ 660 milhões, em torno de 60%, 70%, seja mudada da rubrica de eventos para a de infraestrutura, que consideramos uma coisa mais importante porque deixa um legado para os municípios. E não se justifica num ano eleitoral crescer de 200%. Eu quero dar uma saída aos parlamentares para que eles não percam suas emendas. Depende de um projeto de lei que o Ministério do Planejamento enviará ao Congresso Nacional.

Agora, em fevereiro, deverá sair nova classificação dos 28 mil empreendimentos de hospedagem no Brasil?

É uma nova classificação, com certificação da hotelaria. Estamos definindo conceitos com o InMetro [Instituto Nacional de Metrologia]. Evidentemente, é uma questão voluntária, como acontece no mundo todo: o governo não pode e não deve impor. A classificação será feita em oito tipos de hotéis. A gente espera ter a nova classificação implantada até a Copa.

Diante desses atrativos, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o empresariado pode ter segurança para investir no turismo? Ou, como dizem alguns economistas, agora o Brasil tem mais vocação para gás e petróleo porque o boom está aí, com o pré-sal?

Primeiro, o Brasil todo – não só petróleo e gás – vive um bom momento na economia. A Copa e as Olimpíadas vão ser somadas ao grande momento econômico que o Brasil vive. E no turismo também. Pela primeira vez na história, um grande fundo internacional, o Carlyle, que opera mais de US$ 87 bilhões no mundo em empreendimentos imobiliários, investiu na área do turismo no Brasil. Comprou 63% da CVC, um investimento de quase R$ 1 bilhão. O mundo internacional vê no turismo também uma potencialidade importante não só porque o Brasil vive esse grande momento, mas porque melhorou sua infraestrutura ao longo de todos esses anos, melhorou a qualidade de seus produtos e destinos e tem um grande mercado interno, com mais de 20 milhões de brasileiros que estavam fora e que entraram no mercado consumidor. Hoje já temos mais de 6 milhões de trabalhadores que trabalham no turismo. Alguns setores, como petróleo e gás, são mais dinâmicos, mas eu acredito muito no turismo, acho que veio para ficar. Dados dão conta de que teve um aumento das viagens dos turistas brasileiros ao exterior, com uma diferença, entre saída e entrada, relativas ao turismo, de R$ 5,3 bilhões. E o déficit previsto para este ano é de R$ 7 bilhões. Isso é normal porque você tem hoje o dólar abaixo de R$ 2, a renda do brasileiro melhorou. Então é natural que você tenha um gasto mais alto dos turistas brasileiros lá fora, felizmente. Agora, um setor que tem crescido muito é o turismo doméstico. Por isso, a partir de agora até a Copa do Mundo, vamos investir de 25 a 30% a mais todo ano na Embratur, na promoção do Brasil na América Sul para que a gente possa aumentar o fluxo de turistas sul-americanos aqui. E o Brasil tem que pensar sempre no seu mercado interno de 100 milhões de consumidores. Um número que exemplifica isso é o de desembarques domésticos, que bateu recorde no ano passado: 56 milhões, crescimento de 15% em relação a 2008, mesmo sendo 2009 um ano em que a economia não cresceu.

Mas e a previsão do Governo Lula de que em 2007 o País iria receber 9 milhões de turistas estrangeiros?

Esse dado foi feito em 2003. A gente reviu essa meta. E estamos trabalhando para chegar à meta de 8 milhões em 2014. O que a gente conseguiu atingir foi dobrar o volume de recursos que eles deixam aqui. Isso tornou o turismo a quinta pauta de exportação brasileira. Só perde para minério de ferro, petróleo, soja e carne de frango. O ano passado foi o segundo melhor resultado. O primeiro foi em 2008, com R$ 5,8 bilhões. Um dos episódios mais graves foi a perda da Varig, que possuía a maior malha área internacional. Nós só recuperamos agora a malha área da Varig através da TAM e da TAP e de outras companhias. Fora isso, você teve a gripe aviária, a crise econômica do ano passado, a crise das companhias áreas em 2005, enfim, percalços internacionais e locais que impediram. E o Brasil é um país do Hemisfério Sul. Nós estamos a mais de oito horas dos dois maiores emissores do mundo de turismo, que são a Europa e os Estados Unidos. É diferente do México, que está ao lado dos EUA, e recebe 20 milhões de turistas por ano – só que 92% são norte-americanos. É turismo de fronteira, de carro, de ônibus, de bicicleta em meia hora. No nosso caso, a viagem toda é em torno de oito horas. No caso da França e da Espanha, que possuem mais de 60 milhões de turistas por ano, é também o mesmo fenômeno. O grosso, mais de 80%, são europeus. Então, se vale a máxima do México, da França e da Espanha, nós temos que melhorar nossa relação com a América do Sul.

Então que venham os latinos?

Que venham os latinos. Hoje apenas um terço dos turistas que nos visitam são de sul-americanos. Nós temos de dirigir um olhar especial sobre a América Latina. Vou te dar um número: 900 mil chilenos vão à Argentina e apenas 250 mil vêm ao Brasil. Por que a gente não pode aumentar o número de chilenos que vêm aqui? O Chile é uma economia estável, o Peru tem hoje uma grande classe média, por que não pode ultrapassar 100 mil peruanos que nos visitam, por que a gente não pode ter metas mais ousadas? São vizinhos.

Os aeroportos vão estar prontos para a Copa?

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem feito um esforço através da Infraero [Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária]. Mas a gente vai ter de fazer isso, até com medidas emergenciais para ter esse quesito resolvido até 2014. Acho temos de pensar na Copa sob o aspecto do que ela vai deixar para sociedade brasileira como legado, não apenas nos 20 dias do evento.

18/02/2010 Posted by | Administração, Logistica, Treinamentos | , , , , , , , | 1 Comentário