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Dificuldades são para Profissionais

Intervencionispo Despropositado e Tendencioso

Dinheiro da Redação

Distribuição de lucro ou de prejuízo?
Carlos José Marques, diretor editorial

Sacode os meios empresariais a nova proposta do governo de distribuição de lucros aos empregados. Pelo projeto, que está sendo elaborado em conjunto por vários ministérios antes de seguir à plenária do Congresso, cerca de 2% do lucro líquido das companhias seriam repassados aos funcionários de maneira automática. Outros 3% do lucro também seriam distribuídos conforme critérios definidos pelas empresas com os sindicatos, em negociações semestrais ou anuais. Estatais, micro e pequenas empresas ficariam de fora do compromisso. As informações sobre o projeto vazaram a contragosto das autoridades – que dizem estar ainda na fase preliminar dos estudos – e de imediato sofreram duras críticas de representantes patronais e dos trabalhadores. Classificada de eleitoreira e pouco crível, a proposta representaria na prática um aumento da carga tributária – já entre as mais altas do mundo -, com a folha de pagamentos assumindo um encargo social, em muitos casos, insuportável. A consequência por essa via seriam ajustes de salários e investimentos, com possível onda de demissões. Em outras palavras, ao invés de beneficiado, o trabalhador sairia penalizado.

Do ponto de vista meramente técnico, a distribuição de lucros é adotada tradicionalmente por muitos grupos, há anos, como instrumento de incentivo. É um estímulo para que funcionários de vários escalões e áreas de atividade atinjam metas, busquem o crescimento dos resultados da corporação. A partir do momento que essa ferramenta vira lei perde, na essência, seu maior atrativo, que é a motivação. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, classificou a ideia de intervencionista e inoportuna, “atendendo apenas ao calendário eleitoral”. Movimentos do governo na direção de um maior controle de setores da iniciativa privada vêm sendo verificados há algum tempo, inclusive com pendores estatizantes em muitas áreas de atividade. Mas a interferência na gestão de resultados das companhias pode se configurar numa prática ainda mais perigosa.

20/02/2010 - Posted by | Administração | , , , ,

1 Comentário

  1. Vamos deixar de lado o caráter claramente ELEITOREIRO desse desmando por parte do governo e seus “senhores” comprovadamente “poços” inesgotáveis de incompetência e desconhecimento administrativo.
    Estamos na presença de um Governo que não conseguiu fazer seu dever de casa. O Brasil não tem segurança pública, não tem Saúde e tem todas as suas estradas transformadas numa perfeita “renda de buracos” que leva ao sucateamento de frotas e aumento de custo de fretes, a continuar assim em breve seria impossível escoar produção.
    Diz o artigo “Estatais, micro e pequenas empresas ficariam de fora do compromisso.” Porque, se é lei, (espero que não) porque não é para todos, porque tirar as Petrobrás e outros elefantes brancos da corrida.
    Por outro lado, a divisão de Lucros ou a premiação através dos mesmos já é uma prática, eu sou um que na maioria dos casos trabalho sobre resultados, acho, acima de tudo, muito mais Honesto, fico livre da ironia: “vc está ganhando demais” eu ganho conforme minha competência.
    Até poderia concordar com um projeto como esse, mas se:
    1º a Lei é igual para todos. Ninguém fica de fora.
    2º já que é uma iniciativa do governo, porque não incentivá-la. O Empresário divide os 5% sobre os Lucros, e esse valor será deduzido em dobro dos impostos da empresa. Afinal porque o Incompetente governo precisa fazer cortesia com o chapéu alheio?
    Porém isso vai contra toda e qualquer liberdade de escolha do empresário e seus executivos, é INTERVENSIONISMO estúpido e sem propósito num governo que se diz democrático.
    Não podemos esquecer, que estamos na presença de governantes que “incharam” como nunca a maquina administrativa, teem o mais elevado custo de operação, e nada, absolutamente nada disso se vê que tenha funcionado.
    Logo espero realmente que, nunca saia da cabeça dos incompetentes que acham estar dando alguma vantagem a alguém, já que esta realmente NÃO VAI EXISTIR, muito antes pelo contrário.

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    Comentário por Rui | 20/02/2010


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