ÁGUIA – Consultoria Hoteleira Especializada

Dificuldades são para Profissionais

O Rio de Janeiro e São Paulo têm centros de convenções capacitados a recepcionar os grandes eventos que poderiam ser captados na esteira da Copa 2014 e da Olimpíada 2016?

Matéria da revista eventos e questão levantada por:SERGIO JUNQUEIRA DISCURSA NA SALA SÃO PAULO – 13/02/2010

10 anos.

“Confesso que quando comecei, não imaginava que chegaríamos tão longe, apesar de sonharmos com a grandeza e representatividade deste nosso setor de eventos e turismo.
Mais do que confortáveis com uma década de atividades do Prêmio Caio, elegendo o que de melhor há nos setores de marketing promocional, eventos e turismo no Brasil, estamos cada vez mais entusiasmados com as possibilidades de negócios que este mercado promove e desperta a cada ano.
Nesta décima edição, tivemos recorde de cases inscritos (193 contra 163 em 2008), jurados habilitados (308 contra 250 em 2008) e jurados que votaram (249 contra 225 em 2008) escolhendo os Melhores Destinos, Resorts, Hotéis, Centros de Convenções e Espaços para Eventos em todo o Brasil.
Sem desmerecer os premiados nas edições anteriores, a décima edição também registra o feito de conceder um Grand Prix ao presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman, e fazer uma homenagem especial ao secretário de Turismo de Natal, Soares Junior, ambos aqui presentes, em cujo nome homenageio todos os vencedores desta 10ª. Edição do Prêmio Caio e para os quais peço uma salva de palmas.
Entretanto, quem me conhece sabe que eu não ficaria aqui apenas jogando confetes em nossos premiados ou valorizando os profissionais do setor. É preciso que coloquemos o dedo em algumas feridas e eu faço isso agora, aproveitando a qualidade dessa platéia repleta de empresários, autoridades e executivos desta maravilhosa indústria que movimenta bilhões de dólares.
As vésperas de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016, cabe fazermos uma reflexão sobre as reais condições dos nossos espaços de eventos, enfim, de toda nossa infra-estrutura que se bem atendeu até agora a nossas exigências, deverá ser revista em se tratando dos eventos internacionais.
Será que temos Centros de Convenções compatíveis com as exigências internacionais, que atendam as dimensões, conforto e aparelhamento tecnológico exigidos pelos grandes eventos. Ou vamos deixar que esta infra-estrutura seja apresentada apenas em belíssimos vídeos que mostramos lá fora?
Prometer e não entregar pode acarretar uma série de prejuízos para o Rio de Janeiro e São Paulo.
Creio que deveremos formatar um eixo de propostas que dêem um norte mais profissional e competitivo ao desenvolvimento setorial nos próximos anos.
Afinal, o que justifica os altos investimentos necessários para a realização de mega eventos são seus legados. Considerando que a abertura da Copa aconteça em São Paulo e seu encerramento no Rio de Janeiro, que também sediará as Olimpíadas, abre-se uma fantástica janela de oportunidades para estas duas cidades.
Haja vista o que aconteceu em Barcelona e Sidney, possivelmente as cidades que melhor aproveitaram a realização das Olimpíadas em seu território, nos anos que antecederam o evento. Sem contar que nos seguintes foram palco de centenas de congressos internacionais, tendo levado ambas a assumirem papel predominante no cenário internacional, em posições relevantes que ocupam até hoje.
No entanto, no caso das cidades brasileiras, para que todo potencial seja devidamente aproveitado faz-se necessário um minucioso plano de ações.
Não é concebível que vivamos de expedientes como ocorreu no Mundial de Cardiologia (RJ), na UNCTAD (SP), por exemplo, para cuja realização o Rio Centro e o Anhembi foram adaptados de forma precária.
O mesmo deverá ocorrer para realização do Mundial do Rotary em 2015, em São Paulo.
Até quando vamos viver de expedientes e continuar perdendo a captação de grandes eventos? A realização dos Jogos Olímpicos deixou lições de destinos vitoriosos e de cidades que desperdiçaram a oportunidade, como Atlanta, nos EUA.
Em 2010 o Brasil terá que escolher o rumo de seu destino. Se desejarem se espelhar nos exemplos de Barcelona e Sidney, Rio de Janeiro e São Paulo precisam iniciar imediatamente a construção de mega centros de convenções, situados em local próximo dos principais atrativos culturais e gastronômicos, viabilizando a conquista de centenas de pequenos, médios e grandes eventos.
OK, estou talvez chovendo no molhado e dizendo coisas que muitos de vocês já sabem, mas o que estamos fazendo para mudar esta situação?
Nós, jornalistas, o que publicamos para provocar os empresários e autoridades do setor?
Dirigentes e Executivos, pelo que brigam todos os dias?
E nossas autoridades aqui presentes, estão olhando o setor como um todo, entendendo que quando falamos de infra-estrutura estamos também falando de um desenvolvimento modal que atenda as necessidades do território brasileiro?
Estudos recentes indicam que a Copa da África do Sul será sobremaneira mais danosa ao meio ambiente se comparada à da Alemanha. E se prevê que na de 2014, no Brasil, estes danos se multiplicarão.
O que é assaz inquietante num cenário de crescente preocupação internacional em minorar os efeitos danosos de ações que afetem o meio ambiente.
Os maiores prejuízos serão decorrentes das viagens de avião, meio de transporte inevitável em país localizado fora do hemisfério norte, origem da maioria dos participantes do evento e, mais ainda, necessário para deslocamento dos torcedores de norte ao sul e centro-oeste brasileiro.
Se nas viagens de grande distância, o uso dos aviões é inevitável, o transporte de torcedores no eixo Rio de Janeiro|São Paulo| Curitiba|Brasilia|Belo Horizonte, que representarão mais de 50% do fluxo de tráfego em 2014, pode e deveria ser realizado de trem, um dos meios de transporte que menos danos causam ao meio ambiente.
A construção de um modal ferroviário de alta velocidade interligando estas cinco capitais e mais cidades como Campinas, Goiânia, Juiz de Fora, Londrina, Maringá, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Uberlândia e Uberaba evitará que em 2014 o mundo assista a um caos aéreo de proporções inimagináveis.
Num momento em que se observa que alguns bilhões de dólares estarão sendo gastos na reforma, adaptação ou construção de arenas esportivas de aproveitamento duvidoso na pós-copa, o numerário que for despendido na construção do modal ferroviário interligando o eixo Sul/Sudeste/Centro-Oeste será o mais valioso legado da Copa 2014.
E eu já estou com os olhos lá em 2020, quando a Expo Mundial poderá ser no Brasil, encerrando uma década de mega eventos e abrindo as comemorações do Bicentenário da Independência.
Como todos sabem, são três os maiores eventos mundiais: as Olimpíadas, o Mundial de Futebol e a Expo Mundial. As duas primeiras, realizadas a cada quatro anos, já foram captadas pelo Brasil, cabendo agora que o país se esforce para captar o último elo da trinca, realizado a cada cinco anos.
Em 2010, realizada em Xangai e em 2015, em Milão, a Expo Mundial é uma feira de nações, que apresenta os avanços do conhecimento em temas econômicos, comerciais, políticos, culturais, sociais e tecnológicos. O objetivo é o aprofundamento das relações econômico-comerciais, intercâmbio cultural, promoção do desenvolvimento e troca de novas tecnologias.
Sob o tema Better city, better life (Cidade melhor, vida melhor), a Expo Xangai ocupará área superior a 5 km² disponibilizando áreas para construção de grandes pavilhões. O do Brasil, por exemplo, terá mais de 2 mil m² e sob o tema Cidades Pulsantes apresentará a diversidade humana e cultural dos municípios brasileiros, a economia do país e os principais avanços do Brasil na área da sustentabilidade, inclusão social e política.
O BIE – Bureau Internacional de Exposições, organizador da mostra, estima em mais de 70 milhões os visitantes da Feira, que tem duração de seis meses, estando previstos mais de três milhões de visitantes no Pavilhão do Brasil.
Em menos de seis meses, no mês de junho, em Xangai, estará sendo eleita a cidade onde se realizará a Expo Mundial de 2020. E o Brasil tem todas as condições de conquistar mais este evento. Só não o fará se não tiver competência na gestão do processo de captação. São Paulo já está trabalhando nesse sentido e tem todas as condições de ser a escolhida.
A Expo São Paulo poderá ser o marco inicial das comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil e do Centenário da Semana de Arte Moderna, acontecimentos que ocorrerão na capital paulista.
Tão importante quanto captar a Expo Mundial para São Paulo é que sua realização se dê no marco de um projeto de longo prazo, de forma que todos os investimentos realizados estejam integrados no projeto de desenvolvimento urbano, social e cultural da região metropolitana de São Paulo de médio e longo prazo.
Bem, acho que já me alonguei de mais, mas este assunto é apaixonante e não posso me furtar de aproveitar uma platéia deste gabarito para jogar luz sobre o nosso setor.
Hoje é uma noite para homenagear, confraternizar e comemorar, então, vamos seguir com a premiação.
Boa festa a todos.”
Matéri em discução no GRUPO EXECUTIVOS DO BRASIL

23/02/2010 Posted by | Administração, Administração Hoteleira, Aguia, Alertas, Custos, Logistica, Planejamento, Turismo, Utilidade pública | , , , , , , , , | 1 Comentário

Stress Os Executivos e CEOs. Revendo Atuação, enquanto é Tempo

Da isto é Dinheiro, reportagem original de: Carolina Matos, Nicholas Vital e Rodolfo Borges com o Título: Quando e como desacelerar

A crise de hipertensão do presidente Lula, que viveu seu maior susto em sete anos de governo, envia um alerta aos empresários: jamais ultrapassar os limites do corpo

O presidente Lula estava prestes a viver na semana passada um dos pontos altos de sua trajetória política. Diante de uma plateia de líderes mundiais, ele receberia em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico, o título de Estadista Global. Lula, obviamente, queria estar lá. Seu corpo, não. Refestelado na poltrona do avião que o levaria para a Europa, o presidente experimentou uma sensação estranha. Primeiro, sentiu um cansaço onipresente. Depois, uma leve tontura. Lula estava com a pressão alta. Ela chegara a 18 x 12, muito acima do seu normal, que raramente ultrapassa a marca de 11 x 8. O diagnóstico dos médicos assustou o presidente. A pressão alta era provavelmente resultado do mal que acomete pessoas que levam a vida num ritmo maior do que o desejável: o stress. Lula, que até então parecia imune aos efeitos nefastos de uma rotina atribulada, foi obrigado a descer do pedestal.Presidente fica doente, sim.

CLEDORVINO BELINI, Presidente da FIAT “Quando vi que podia morrer, mudei meu ritmo”

Presidente, a despeito do poder, do status e do dinheiro que desfruta, sofre as mesmas agruras que afligem a todos nós. O episódio, que obrigou um chefe de Estado a recolher-se ao aconchego do lar, acende o sinal amarelo para quem leva a vida sob pressão.
Por mais que a recompensa seja elevada, poucos profissionais estão tão expostos ao stress quanto executivos e empresários que têm nas costas a responsabilidade de levar suas companhias ao sucesso, o que só pode ser conquistado mediante a superação de rivais agressivos e a dedicação quase integral ao trabalho. “Nenhum aviso do corpo deve ser desprezado” , diz Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono do grupo Caoa Hyundai. No ano passado, Andrade passou por um susto. Uma pancreatite (inflamação do pâncreas) fez com que ficasse internado em estado grave durante vários dias. Como muitos de seus pares, Andrade orgulhava-se de trabalhar 12, 14 horas por dia. Às vezes, mais.

Mesmo sendo médico, a correria o impediu de prestar atenção aos primeiros sinais do corpo que avisavam que ele havia alcançado seu limite.
“Em todo ser humano, há um órgão que recebe a pressão e emite alertas”, diz o empresário. “No início de 2009, recebi um desses avisos e não dei importância. Tive uma polimialgia aguda, que causa fortes dores no corpo, e não tomei as providências adequadas. No fim do ano, veio o baque.” O presidente Lula recebeu um desses recados. Há pelo menos um mês, vinha sentindo um cansaço incomum, mas desprezou os sinais, assim como o dono do grupo Caoa-Hyundai. A temporada no hospital fez com que Andrade mudasse o estilo de vida. Há pelo menos quatro meses, ele dá expediente em casa. No caso de Lula, os médicos também disseram que o presidente precisa diminuir o ritmo.

As estatísticas revelam que muitos executivos brasileiros estão à beira de um ataque de nervos. Um estudo feito no ano passado pelo Isma Brasil (sigla em inglês), associação internacional para prevenção e tratamento do stress, trouxe números preocupantes sobre a qualidade de vida nos escritórios do País. Foram ouvidos mil executivos de Porto Alegre e São Paulo, com idade entre 25 e 60 anos. A pesquisa mostrou que 86% dos entrevistados sofriam de dores musculares ou de cabeça, 38% tinham distúrbios do sono e 13% apresentavam quadro de pressão alta. Mais grave ainda: para escapar da rotina asfixiante, 57% deles utilizavam álcool ou drogas.

Presidente do Isma, a psicóloga especializada em gerenciamento de stress Ana Maria Rossi diz que os profissionais de primeira linha gastam, em média, 13 horas do dia no ambiente de trabalho. No restante do tempo, não conseguem se desligar. “A maioria permanece conectada o tempo todo, mesmo em casa. Em busca de relaxamento, essas pessoas desenvolvem maus hábitos que agravam o quadro, como a utilização excessiva de medicamentos, o abuso de álcool e o fumo.”
Por mais irônico que possa parecer, o desenvolvimento tecnológico agravou o quadro de tensão dos executivos. Graças aos celulares inteligentes e à própria internet, para ficar apenas em alguns exemplos, muitos profissionais trabalham o tempo todo. Em casa, em vez de aproveitarem o convívio familiar, ficam grudados no computador.

AFONSO CELSO DE BARROS presidente da Avis “Somos cobrados o Tempo Todo é Muita Pressão”

No fim de semana, respondem a e-mails pelo celular. Eles simplesmente não conseguem se desconectar – e seu desempenho no escritório é calculado também pela disposição de ficarem à mercê das empresas. Quem não aceitar isso, provavelmente ficará fora do jogo, seja perdendo uma promoção ou o próprio emprego. O cenário corporativo atual também favorece o aparecimento do stress. Empresas globais obrigam os profissionais do topo a enfrentar rotinas extenuantes. Você dirige uma empresa no Brasil que tem escritório na China? Não são poucos os exemplos de teleconferências feitas nas madrugadas para atender ao fuso de uma matriz. Sua empresa foi adquirida por uma rival maior? Seu emprego está em risco. Você abriu o capital? A pressão dos acionistas por resultados talvez o deixará maluco. “Somos cobrados o tempo todo e se algum presidente de empresa disser o contrário é porque há alguma coisa errada”, diz Afonso Celso de Barros, presidente da locadora Avis. Em meio às exigências profissionais do dia a dia, Barros enfrentou um drama familiar que o obrigou a “sumir da empresa”.

 

Em 2008, ele tirou quatro meses de licença para acompanhar o tratamento da mulher, que teve um aneurisma. Nesse período, os problemas da companhia eram acompanhados por telefone. “Eu me considero ausente em relação à família. Fico com a consciência pesada por passar tanto tempo longe de casa. Trabalho muito, mas, nos fins de semana, procuro dedicar o tempo todo aos meus filhos.”
Seria ingênuo afirmar que os executivos desconhecem o preço do sucesso profissional. É aqui que se abre a questão: até que ponto as pessoas estão dispostas a abdicar de um contracheque maior em prol de uma vida mais saudável? Aos 40 anos de idade e com um histórico de acidente vascular cerebral aos 36, Flávio Bibiano Darly, dono de uma fabricante e revendedora de peças para veículos pesados, abriu mão do dinheiro.

O empresário, que ficou 15 dias internado, desistiu de administrar seis empresas de ônibus para ter mais tempo livre. “Eu trabalhava 20 horas por dia e dormia só uma hora por noite. Tinha folga apenas aos domingos, quando passava o dia na cama”, relembra. Agora, a proposta é outra: conquistar cada vez mais espaço na agenda para atividades prazerosas, como jogar tênis.
“Ganhava muito dinheiro, mas não tinha tempo de gastar nada”, diz o executivo. Presidente da Fiat no Brasil, Cledorvino Belini também mudou de vida depois de um susto. Há oito anos, quando comandava a Magnetti Marelli no País, teve um problema cardíaco causado pelo stress gerado pelo volume excessivo de trabalho. Depois disso, decidiu levar uma vida mais harmoniosa. “Hoje, tenho com a saúde o mesmo grau de exigência da vida executiva”, afirma. Belini também destaca a importância de se submeter a exames médicos regularmente. “Isso faz toda a diferença.”

Nesse aspecto, o presidente Lula falhou. Há algumas semanas, contrariando a recomendação da equipe médica que o atende, ele vem adiando a realização de um check-up – um erro grave para quem enfrenta uma rotina agitada. Entre segunda e quarta-feira da semana passada, o presidente visitou quatro Estados e, enquanto esteve em Brasília, cumpriu uma agenda extensa de reuniões e solenidades. Na terça-feira 26, depois de participar de audiências e assinar dois decretos, viajou para Porto Alegre, onde discursou no Fórum Social Mundial. Só voltou a Brasília às 2 horas da madrugada e teve o primeiro compromisso de trabalho às 9 horas da manhã.
Recebeu o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, no Palácio da Alvorada, e logo depois seguiu de helicóptero para uma solenidade no Park Way, bairro na periferia de Brasília. Quando está em Brasília, Lula cumpre jornadas de no mínimo 12 horas por dia, que frequentemente chegam a 15 horas. Tudo isso, segundo os médicos, culminou no quadro de stress. Horas antes de ser levado ao Hospital Português, no Recife, Lula discursou na inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento de Saúde). Em seu discurso, o presidente brincou. “A UPA é tão bem organizada que até dá vontade de ficar doente para ser atendido aqui.” Parecia que ele estava prevendo o que viria a acontecer, antes de ser internado num hospital particular.

19/02/2010 Posted by | 31677905, Administração, Aguia, Alertas, Planejamento, Rentabilidade, Stress | , , | 1 Comentário

FEEDBACK Você sabe Dar? – Parte II

Trago da postagem de:Marcos Frade Já que esta é a continuação de: Vc Sabe dar FEEDBACK I

Tenho hoje uma Convicção – não uma verdade – de que realmente só existe um único pecado que qualquer profissional pode cometer nenhum Exercício de cargos de liderança:

NÃO DIZER, DE FORMA EXPLICITA, CLARA E DESCRITIVA, COMO PERCEBE E SENTE OS DESEMPENHOS E OS Comportamentos DAS PESSOAS COM QUEM TRABALHA.

Todos nós temos um discurso fácil ao afirmar que é imprescindível haver respeito e toda a Consideração com as pessoas com quem convivemos, quer no plano pessoal ou profissional. Pensar e falar são coisas extremamente fáceis.

O grande desafio está não agir, não fazer, no praticar aquilo que se diz ou pensa como sendo o certo, o correto nas relações entre as pessoas. Não VALEMOS pelo que pensamos, mas sim pelo que fazemos realmente.

Tenho constatado base como, no mundo real, que A maioria das pessoas deixa de se manifestar sobre como percebe e sente o comportamento das pessoas com quem convivem. A racionalização por não dizer nada é Baseada nenhum argumento de que, ‘afinal, ninguém é perfeito’ e vai acumulando insatisfações, com reflexos inevitáveis nas relações.
Acrescento que o pior tipo de relacionamento que podemos praticar com as pessoas com quem trabalhamos e vivemos é o do silêncio. O silêncio fala por si só. Diz muita coisa, e gera uma relação de paranóia, muita ansiedade e enorme frustração. Dizem que as pessoas admitem boas ou más notícias, detestam surpresas.

Tomo a liberdade de recorrer um artigo escrito por Eugenio Mussak, na revista Vida Simples. Ele é enfático ao afirmar que feedback é uma questão de respeito e Consideração para com a outra pessoa.

Chego à conclusão de que só damos feedback para as pessoas que respeitamos e gostamos.

Dar e receber feedback são questões básicas duradouras e essenciais para uma Existência em uma relação saudável, principalmente, respeitosa.

Considero oportuno lembrar, também, que todas as coisas que prestamos atenção Tendem a crescer. Se olharmos, tão somente os aspectos negativos de alguém, esses Tendem a crescer aos nossos olhos.

O inverso também parece ser fatal. Se dirigirmos nossas observações a respeito das questões positivas que todos nós temos, existe uma grande Possibilidade delas também crescerem.

Em síntese: sugiro que façamos um exame de consciência profundo nas diversas relações que mantemos. Se pergunte com bastante freqüência: Será que estou “roubando” de alguém alguma informação ou percepções que podem lhes ser úteis para o seu crescimento profissional e pessoal?

17/02/2010 Posted by | Administração, Aguia, Alertas, educação, Etiqueta | , , | 1 Comentário