ÁGUIA – Consultoria Hoteleira Especializada

Dificuldades são para Profissionais

HOTELARIA OU HOSPEDARIA? II (Terceirização)

Escrevi um destes dias um artigo onde deixo claro o porquê.

ESTE E MAIS DOIS OU TRÊS QUE EU CONHEÇO, ASSIM COMO EU NÃO ESTARIAM DE ACORDO COM AS TERCEIRIZAÇÕES, SERÁ QUE ELE É CRÍVEL??
Há aparentemente grandes empresas hoteleiras que optam simplesmente por terceirizar serviços importantes, aqueles que além de estar ligados com o bem estar do Senhor Hospede, são serviços sabidamente rentáveis ainda que pese a opinião de alguns em contrário, depois hoteleiro que só vende cama não é hoteleiro é HOSPEDEIRO. Hotelaria é Atendimento e SERVIÇOS.
Vemos hoje, e nem vou falar dos que estão virados diretamente para a Rua, mas sim dos localizados em Shopping Centers, inúmeros tipo de restaurantes, reparem não vou me referir só aos “fast food’s” já que o lucro estes é bem diferente.
E falo dos Shoppings por um motivo muito simples os aluguéis são mais caros, além de algumas outras taxas que não há os restaurantes voltados para a rua, falo disto com a autoridade de quem gerenciou redes, algumas das quais tinham casas também nos shoppings.
Quando um “restauranteur” abre um estabelecimento, ele sabe que vai ter um lucro mensal de 33,33% e se assim não for, vai fazer movimento, manipular números e vender. Acreditem há incautos que caiem nessa, sempre haverá. Para que não fique dúvida sobre este quadro, vamos usar números redondos. Se ao final de um mês o proprietário investiu R$. 300.000,00 – Vão sobrar para ele com certeza depois de tudo pago inclusive impostos de toda a natureza. R$. 100.000,00. Isto é lei no Ramo e é lei há pelo menos 30 Anos.
Na maioria dos casos este lucro é maior, você agrega valor, sofistica serviço e majora os preços, é natural, não há porque eu beber meu vinho em um copo qualquer e pagar a mesma coisa do que se este me for servido na taça de cristal certa.
Os restaurantes de Hotel que eu Administro isso estaria numa classificação de 4 e 5 estrelas, estão com certeza numa categoria acima do normal, então porque terceirizar? Ou alguém imagina que a empresa que toma esta locação vai ter prejuízo? Não, não vai, vai administrar com a competência dela que infelizmente, na maioria das vezes deixa a desejar para o Nosso Hospede.
A área de Alimentação em um Hotel é uma empresa inserida um contexto, a primeira coisa que precisamos entender é que é uma fonte de receita e que esta precisa ser trabalhada como tal e o departamento de Marketing e Vendas precisa aprender a promover.
A primeira gerência de Hotel que eu assumi no Brasil, já lá se vão alguns anos, era na Cidade de Curitiba, considerada até hoje cidade laboratório. Eu vinha de fora e assumi a Gerencia comercial. No 2º mês coloquei o problema: Um dos mais requintados restaurantes da cidade, com uma vista panorâmica maravilhosa, com talheres e copos de 1º Mundo, tudo de altíssima qualidade, não dava lucro. Aí eu tive meu primeiro contato com o Comodismo Nacional ou como eu digo a falta de conhecimento de pessoas, mercados e o que fazer com eles, disseram-me, Rui aqui é assim o restaurante temos que ter por causa da classificação, mas restaurante de hotel ninguém freqüenta. Eu tinha duas alternativas, acreditar e me acomodar (a mais simples) ou chamá-los de incompetentes sem abrir a boca, preferi a segunda.
Além do Melhor cozinheiro da cidade, eu tinha um GRANDE MAITRE, como não conhecia a cidade, estava chegando, disse para o maitre, amigo me ajuda depois do seu expediente me dá umas duas horas vamos promover o restaurante. Encurtando. Três meses depois precisei rever e aumentar o quadro de funcionários do restaurante e passei a ter uma empresa que dava lucro, além de provar que não era verdade, que as pessoas freqüentavam sim restaurante de hotel, o cliente existia ninguém tinha dito isso a ele, que restaurante de Hotel é Muito melhor, compensa pagar um pouco mais.
Gerenciei depois outro Hotel em Curitiba, o restaurante não era tão sofisticado e o acesso era mais fácil, difícil mente havia um dia de semana em que em algum horário não tivesse fila de espera para o almoço, neste o Jantar também funcionava muito bem.

TERCEIRIZAÇÃO NÃO – TRABALHO CONSIENTE E PROFISSIONAL – ISSO SIM

06/01/2012 Posted by | Administração Hoteleira, Cozinha, Culinária, Custos, desconhecimento, Finanças | , , , | Comentários desativados em HOTELARIA OU HOSPEDARIA? II (Terceirização)

Celso Arnaldo segue Dilma no twitter: mensagens sobre o Nada

Celso Arnaldo segue Dilma no twitter: mensagens sobre o Nada.

13/04/2010 Posted by | descaso, desconhecimento, desinteresse, Falta de Conhecimento. | Comentários desativados em Celso Arnaldo segue Dilma no twitter: mensagens sobre o Nada

A conta da licença-maternidade

Autor(es): Amauri Segalla
Isto é Dinheiro – 16/02/2010

Um dos mais importantes pensadores do século XX, o alemão Albert Hirschman desenvolveu uma teoria para explicar os fenômenos sociais. Chamada de “efeito perverso”, ela defende a ideia de que, antes de ser implementada, qualquer política pública deve avaliar os impactos negativos que a medida pode causar. Segundo Hirschman, boas intenções muitas vezes desencadeiam resultados desastrosos – é o tal do efeito perverso. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou a ampliação da licença-maternidade de 120 para 180 dias. Segundo o texto da proposta, têm direito ao benefício as mães biológicas e as adotivas.

Numa análise superficial, de caráter emotivo, a iniciativa parece uma dádiva. Não há mãe que não queira passar mais tempo com os filhos e, claro, receber por isso. Eis aqui o problema que surge numa avaliação mais atenta. Alguém precisa pagar a conta. De imediato, a fatura recai sobre as finanças públicas. Segundo a Receita, a licença-maternidade custará R$ 414 milhões para o governo, número que corresponde ao valor que os empregadores poderão abater da declaração do Imposto de Renda. Até aí, tudo bem. É papel do Estado oferecer a seus cidadãos – e pagar por isso – programas sociais que melhorem a qualidade de vida das pessoas.

O problema é outro. A fatura, na verdade, será apresentada às empresas. Graças à mão pesada do Estado, os custos inerentes ao trabalho são muito altos no Brasil. Eles estão entre os maiores do mundo e superam de longe o que é praticado em países emergentes. Não é novidade para ninguém que o Brasil tem uma legislação protecionista em relação ao trabalhador, observação que a licença-maternidade estendida ajuda a legitimar. Comparações com outras nações comprovam isso. Nos Estados Unidos, a licença-maternidade é de três meses, mas com uma enorme diferença: as trabalhadoras não são remuneradas durante o período. Na Austrália, país reconhecido pelos altos índices de desenvolvimento humano, o tempo é de 13 meses. Também sem pagamento.

Empresas, como se sabe, vivem para ganhar dinheiro. Se há o risco de as companhias terem algum prejuízo ao proporcionar o benefício às mulheres, é fácil de se imaginar o que as corporações podem fazer: elas simplesmente deixam de contratá-las. É aqui que o efeito perverso confirma toda a sabedoria de Hirschman. Nascida com a mais autêntica das boas intenções, a lei-maternidade pode se voltar contra as pessoas que ela pretende proteger. Na hora de decidir a contratação, considerando dois indivíduos com os mesmos atributos, a empresa vai escolher um homem ou uma mulher que ainda pode ter filhos? Os ingênuos dirão que nenhum gestor realmente comprometido com o bem-estar da sociedade vai levar isso em consideração. Os mais pragmáticos entenderão que elas vão, sim, ser discriminadas (como, aliás, já são em muitas corporações. Basta dar uma espiada no número de chefes do sexo feminino que estão à sua volta). Hirschman, que de perverso não tinha nada, estava certo.

16/03/2010 Posted by | Administração, descaso, desconhecimento, desinteresse, Falta de Conhecimento. | , , , , , , | 1 Comentário